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 O Cuidado com a depressão na Gravidez 

Ao contrário do que muitos pensam, a gravidez  mesmo que desejada e  programada,  que deveria ser um momento para se alegrar e vibrar, não é sempre assim  para todas as mulheres e nem sempre esse assunto é levado à sério por médicos pois a gravidez é um período de alegria para a maioria das mulheres e, todas têm o direito de em um ou outro dia não se sentirem tão felizes mas geralmente passa, como uma porção de outros sentimentos que atingem a futura mamãe.

Mas e se não passar? E se ela sentir-se triste todos os dias?
Infelizmente, a depressão pode ser perigosa, pois a futura mãe pode parar de tomar conta de si mesma e, conseqüentemente, de seu bebê e isso para  o casal ou a família, muitas vezes acaba se tornando um transtorno.
Segundo um estudo publicado no Jornal of the American Medical Association em janeiro desde ano,  “A gravidez não tem o efeito de proteger contra o risco de retorno da depressão, e as mulheres com histórico de depressão que se sentem bem graças à terapia com antidepressivos devem estar atentas para uma recaída no caso de interrupção da medicação durante a gestação”. Consta que a pesquisa foi realizada com um grupo de 201 mulheres. Dessas, 86 (43%) tiveram recaída na depressão durante a gravidez. Das 82 mulheres que se mantiveram sob medicação durante a gestação, 21 (26%) tiveram recaída, contra 44 (68%) das 65 mulheres que interromperam a terapia com o remédio.
Outro fator importante que é citado pela  Dra. Carmen Sylvia Ribeiro, Médica Psiquiatra (Ribeiro CS - Depressão Pós-Parto e Relação Mãe-Filho, in. PsiqWeb) “puerpério é reconhecido como um momento crítico e de alto risco emocional e, por isso, as chances da mulher adoecer emocionalmente nessa fase de sua vida são maiores do que em outras épocas, O primeiro mês após o parto é, talvez, o período no qual a mulher se encontra mais vulnerável emocionalmente”.
Consta ainda que nesse período o número de internações psiquiátricas é sete vezes maior do que a média de internações durante toda gestação, e o surgimento do TEPT (transtorno do estresse pós-traumático) referente ao parto, Sem contar quanto dos eventos vitais estressantes que  podemos relacionar, por exemplo, a perda de um dos progenitores ou do próprio bebê (por morte ou doação), alguma anormalidade na gravidez ou parto, história de infertilidade do casal, perda de um outro bebê ou casamento forçado pela família.

É preciso estar atendo a qualquer sinal:
Você pode estar sofrendo de depressão se estiver sentindo vários desses sintomas:

• Desconcentração;
• Ansiedade;
• Extrema irritabilidade;
• Problemas para dormir;
• Extrema fadiga;
• Desejo de comer o tempo todo, ou total falta de apetite;
• Nada parece te animar ou divertir. Nada é engraçado;
• Tristeza persistente ou chorando muito;
• Aversão por pessoa da família.

O que pode causar a depressão:
Às vezes, os hormônios da gravidez são os culpados. As mudanças hormonais atingem todas as mulheres causando reviravolta de sentimentos e emoções e, algumas sentem os seus efeitos mais que outras. Esteja alerta, a depressão pode atingir principalmente as mulheres que não estão indo muito bem no relacionamento.

Outras causas:
• Outros casos de depressão já ocorrem na família ou se a paciente já teve esse problema;
• Eventos stressantes  na vida, ou está mudando de casa/cidade? Está tendo problemas no  emprego? Está divorciando? Etc…
 • Problemas com a gravidez, por exemplo, passar dias ou meses de cama pode levar à depressão rapidamente. Ou qualquer suspeita de que algo não vai bem.
• Se já sofreu um aborto espontâneo, quem já passou por uma experiência dessas pode não ficar muito tranqüila.
• Lembranças de abusos, mulheres que sofreram de abusos emocionais, sexuais, físicos ou verbais podem ter lembranças que a levam à depressão especialmente durante a gravidez.

Como lidar com a depressão:
Se você acha que está começando a sentir meio pra baixo, não se entregue a esse sentimento. Pense no melhor para sua saúde e à de seu bebê. Pense em algo alegre, em bons momentos. Procure não ficar sozinha muito tempo, ter alguém para conversar é um ótimo remédio e, se essa for uma pessoa que já passou pela gravidez, melhor ainda, ela poderá entender muitos dos seus sentimentos. Quando o seu companheiro estiver em casa, procure conversar com ele sobre como está a sua gravidez e como está você. A comunicação entre o casal é essencial, você precisa do suporte dele também.
Conhecer esse vasto conjunto de variáveis atreladas ao incremento na probabilidade de adoecimento psíquico pode favorecer a adoção de programas preventivos, de acompanhamento e assistência perí e pré-natal importantes ao bem estar  da mamãe e sem dúvida no  desenvolvimento futuro das crianças.

Quando se preocupar?
Se você não está conseguindo cumprir as suas atividades diárias e está se sentindo desorientada, ou está tendo ataques de pânico, procure ajuda profissional. Procurar terapia é sinal de que você é uma boa mãe e está disposta a fazer o que é necessário para manter a sua saúde em ordem e a de seu bebê.

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