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Tem-se definido a
psicopatologia por diversas formas; "o estudo científico das alterações
mentais do ponto de vista psicológico" ou "a investigação sistemática
dos estados mentais mórbidos", e "o ramo da ciência que trata da
morbidez e patologia da psique ou mente". Em linguagem menos técnica
poderia dizer-se
que a psicopatologia é o
estudo de sinais e sintomas das dificuldades mentais.
Consideram-se os seguintes
aspectos da psicopatologia: 1) classificação, 2) psicodinâmica, e 3)
psicogenese. A classificação refere-se a ordenação dos sinais e sintomas
de dificuldade mental por grupos ou tipos de significação. Em alguns
casos, a classificação leva a importantes distinções que tem implicações
tanto para o tratamento como para o prognóstico; em outros casos, seu
medo reside em constituir um recurso para fins comunicativos e
estatísticos. De qualquer forma, a descrição e classificação adequadas
cumprem um importante papel ao contribuir na interpretação de
enfermidade, e podem dar as bases para determinar medidas de prevenção
positivas. A psicodinâmica se refere em essência ao significado
funcional dos aspectos emocionais e de motivação da conduta, incluindo
as determinantes conscientes e inconscientes. A base argumental da
psicodinâmica é que a conduta está dirigida a um fim e motivada por
impulsos, necessidades e forças das quais nem sempre se tem consciência.
Isto implica que o homem, ainda que se considere um ser racional, está
governado com freqüência por forças que não compreende nem reconhece. As
explicações racionais que dá de seu comportamento podem ter escassa
relação com as motivações que em realidade o determinam. Mais ainda, as
razões conscientes "aceitáveis" de sua conduta podem estar em conflito
com as que se encontram fora do âmbito de sua consciência. Muitos
sintomas podem ser considerados como resultado de tal conflito e a
angústia que o mesmo precipita. A compreensão da psicodinâmica do
paciente individual só se logra através de uma exploração intensa. O
esclarecimento da psicodinâmica requer em geral técnicas tais como a
observação direta, a entrevista. a revisão biográfica do indivíduo, os
testes psicológicos, a interpretação de sonhos e fantasias, e outros
métodos de investigação menos utilizados (hipnoses, entrevistas diante
dos efeitos do amital, etc.). Sem dúvida, apesar da especificidade da
psicodinâmica de um indivíduo. são possíveis as abstrações e
generalizações que relacionam certos sintomas com suas prováveis
motivações. A psicogenese trata da origem ou começo das alterações, mais
que de sua expressão atual. A psicogenese se refere essencialmente
àquelas experiências da vida que estabelecem provavelmente as normas de
motivação descritas em "psicodinâmica". Uma suposição fundamental
implícita é que as próprias normas d motivação se estabelecem e derivam
principalmente de experiências anteriores, sobretudo nos primeiro cinco
anos de vida. (O reconhecimento da primeira; parte da vida na formação
da personalidade é aceita em geral como uma das principais contribuições
de Freud. Hoje, poucos discutem o efeito das diferença: de opinião com
respeito a das as variáveis pertinentes. Em recentes investigações em
animais se tem evidenciado a influência precoce, o que demonstra que
existem na realidade no animal jovem períodos específicos de elevada
sensibilidade que tem significação no desenvolvimento social,
intelectual e emocional posterior. Durante esses chamados "períodos
críticos", a presença ou ausência de certos tipos de experiência ou de
conhecimento tem efeitos decisivos, sobretudo no terreno de
socialização). Esta presunção não nega que os fatores genéticos ou
somáticos podem ser determinados da conduta anormal, nem que as
experiências ulteriores da vida modifiquem normas de comportamento
estabelecidas na idade anterior. Porém destaca-se a importância dos
fatores psicológicos ou próprios da experiência anterior que estão
relacionados com o sintoma que se estuda. Ao estudar as relações entre
as primeiras experiências ulteriores deve-se reconhecer que a pessoa é
sempre produto da ação recíproca entre seu potencial gênico
(hereditário) e o ambiente em que vive. Sem dúvida, quando existe uma
patologia orgânica específica, a psicogenese intenta especificar a
contribuição da experiência à patologia de que se trata.
Fonte:
http://paginas.terra.com.br/arte/rudeldouglas/Dicionario.htm#PSICOPATOLOGIA
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